Ao longo dos últimos anos, o aumento do número de casos de diabete infantil no Brasil e no mundo chamou a atenção dos especialistas e “ligou o alerta” de pais e responsáveis. Por isso, muitos buscam por sintomas, exames de diabete e outras informações que apontem se a criança tem ou não o distúrbio.

Se você compartilha dessa preocupação, continue a leitura deste post. Vamos dar dicas de como detectar diabete infantil para assegurar que dúvidas sejam dissipadas em prol da saúde dos pequenos. Acompanhe!

 

Entenda a diabete infantil

A diabete tipo 1 é a mais comum entre os indivíduos com idade inferior a 30 anos e, portanto, a principal entre os casos de diabete infantil. A condição se caracteriza pela perda da função das células beta do pâncreas, comprometendo a capacidade do órgão de produzir a insulina.

É importante saber, porém, que são crescentes os casos de diabete tipo 2 (a “diabete do idoso”) entre os pequenos. A condição é comumente associada à obesidade, ao sedentarismo e a uma alimentação desequilibrada, situações que contribuem para que o organismo desenvolva resistência à insulina.

 

Como detectar a diabetes infantil

O caminho mais seguro para detectar diabete em crianças é buscar o apoio médico para a realização de testes de diabete com certa regularidade. Antes disso, porém, alguns sinais e sintomas podem ser observados com base no comportamento e características das crianças. Veja:

– A criança tem sede intensa, boca seca e urina mais do que o comum, principalmente à noite. Aqui, o excesso de glicose no sangue contribui para que líquidos sejam retirados dos tecidos, aumentando a sede e as idas ao banheiro;

– A criança reclama da visão embaçada. O excesso de glicose também leva à perda de líquido nos olhos, afetando a visão e a concentração;

– A criança está comendo mais, mas não engorda. A falta de insulina impede que a glicose seja transportada e absorvida pelo organismo, levando à falta de energia e, consequentemente, ao aumento da fome;

– Apesar de comer mais, a criança perde peso considerável rapidamente. O desequilíbrio causado pela condição faz com que o corpo utilize fontes alternativas de energia, como gorduras corporais e massa magra, levando ao emagrecimento;

– A criança aparenta ou relata estar mais cansada. A falta de energia contribui para o aumento do cansaço e também a irritabilidade;

– Os machucados demoram mais a cicatrizar ou as infecções se tornam frequentes. A diabete compromete a capacidade de cura e a resistência do organismo.

 

A importância do teste de diabetes

Como já dito, a realização de testes de diabete é forma mais segura de descobrir se a criança tem ou não a doença e, ainda, atestar a importância de buscar medidas que evitem a surgimento da diabete tipo 2, uma vez que a tipo 1 não tem prevenção, é uma doença autoimune sem causas aparentes.

São quatro testes, sendo três realizados apenas em laboratório. O exame de sangue em jejum e o de hemoglobina glicada podem ser feitos de uma só vez.

Há, ainda, o teste de tolerância à glicose, baseado na coleta de sangue após a ingestão de um líquido com sobrecarga de glicose. O sangue é coletado em três momentos: antes da ingestão do líquido; 60 minutos após a ingestão do líquido; e também 120 minutos após a ingestão do líquido, a fim de acompanhar a curva glicêmica do paciente.

E o teste de glicemia capilar (ponta do dedo) que pode ser feito até mesmo em casa, para quem tem o equipamento. Neste caso, a alteração dos níveis de glicose deve ser confirmada pelos exames citados anteriormente.

Os exames e sua repetição para controle são feitos conforme orientação médica. Caso pais ou responsáveis observem a intensificação ou surgimento de novos sinais ou sintomas, devem retornar ao profissional para novas avaliações. Em caso de dúvidas, lembre-se de que uma consulta também pode ser marcada para mais orientações sobre como detectar diabete infantil.

 

Revisado por Camila Cialdini Faria – Educadora em diabetes

 

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